segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Mais do mesmo, não. O mesmo mais uma vez

 

 

Post divulgado no blog do jornalista Altino Machado, em 26/08/2010

SE ESSA RUA FOSSE MINHA

Pra vencer na vida, sobretudo a disputa para o governo do Acre, o candidato Tião Viana (PT) não precisa prometer o que não poderá cumprir em quatro ou até mesmo oito anos de mandato.

Ele tem usado o programa eleitoral no rádio e na TV para fazer a promessa de que pavimentará de tijolos todas as ruas, de todos os bairros, nos 22 municípios do Acre.

Caso as ruas das cidades fossem minhas, eu prometeria logo era ladrilhar todas com pedrinhas de brilhante. Sei que o eleitorado não me levaria a sério. Torço para que eu esteja equivocado.

 

Se essa rua, se essa rua fosse minha...

Musiquinha "véia" e enjoativa, que agora virou hit "na boca" dos novos candidatos ao governo do estado.

E ainda assim, encontramos gente dizendo que votar nulo é jogar o voto fora.

Voto deixou de ser coisa séria (e já foi?). Tudo é show. Poluição visual, briga e talk-show na tv,  promessas, muitas promessas e esses jingles irritantes.

Aliás, alguém vota em algum candidato por causas dessas malditas canções!?

E olha o bom gosto: "Eu vejo, eu sinto... Pinto" (rima muito educativa pras crianças);

"Eu vou perpetuar" (perpetuar político, só se for na cadeia);

"Jorge, Edvaldo e Tião. 4513 vezes" (repete tanto que quando eu chegar no cartório pra registrar meu filho vou por: Jorgidvauditião);

"Quando o petecão ganhar... Eu sou petecão de novo" (mongolidade explicítica);

Até o da minha candidata fodástica: "Eu sou marimbeiro, eu sou marineiro". (Que porra é essa!? Marimbeiro? Marinheiro? É eleição pra almirante?)

Os cara que compõem essas músicas deveriam ser presos e a chave jogada no triângulo das bermudas.

 

 

 


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